sábado, 11 de fevereiro de 2012

As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne



Faz alguns anos que me tornei um grande fã do universo de Hergé (criador de Tintim). Achava tudo muito mágico. A maneira de ele contar suas histórias, seu traço simples, marcante, cheio de vida e que fazia o quadrinho parecer estar em movimento.
Li quase todos os álbuns do repórter belga. Como eles eram muito caros eu lia na livraria mesmo enquanto fingia folheá-los. Julguem-me se quiserem! XD


Quando saiu a notícia de que Spielberg e Peter Jackson, dois dos diretores mais importantes para os nerds do mundo inteiro queriam realizar essa adaptação eu fiquei eufórico. Naquela altura eu não sabia se seria realmente possível uma adaptação da magia dos quadrinhos de Hergé para o cinema. A única referência que tínhamos era a série animada que era razoavelmente boa. Porém, o nome dos caras encabeçando os envolvidos me passou tanta confiança que esperar o filme sair foi difícil.


Finalmente saiu e foi fantástico...



Apesar do título, a história não se baseia inteiramente no álbum O Segredo de Licorne. Boa parte dos acontecimentos no roteiro foi tirada de outro álbum: O Caranguejo das Tenazes de Ouro (um dos meus favoritos). Porém, as histórias são tão bem cruzadas que quem não as conhece aceita perfeitamente que se trata de uma história só e quem já conhece não se decepciona, pois o roteiro foi muito bem amarrado. Também conta com a presença de Bianca Castafiore do álbum As Jóias de Castafiore, mas é a única referência a esse álbum.


As Aventuras de Tintim foi minha primeira experiência boa com projeção 3D e nossa! Como é bom ver um filme que foi pensado pra funcionar com essa tecnologia! Somando isso à impecável utilização da captura de movimentos e à qualidade de animação, o filme foi um espetáculo visual incrível. É impressionante ver as atuações reais transpostas para personagens em computação gráfica e conforme você vai imergindo no filme eles vão ficando mais realistas e naturais.



Apesar do bom roteiro, os diálogos não me agradaram tanto. Acho que como é uma adaptação de uma história em quadrinho, ficou aquele resquício descritivo dessa media onde o personagem fala muito, explica muito. Tintim nos quadrinhos fala sozinho em voz alta ou com seu cachorro Milu com bastante frequencia e provavelmente quiseram manter essa característica no filme, mas acho que chocou com a linguagem do cinema.
Outro problema que reparei foi a pouca dedicação em desenvolver os personagens. Pra quem é fã ou conhece os personagens não deve ter feito muita diferença, mas quem não conhece pode ter ficado com uma impressão de que até os personagens principais (Tintim, Milu e Haddock) e os coadjuvantes mais presentes como Duppont e Duppont estavam ali só de passagem.
A ação do filme é bem frenética. Característica marcante do Spielberg que se esbaldou com a liberdade que passa a câmera virtual. As viagens da câmera durante a cena da perseguição atrás das anotações é muito dinâmica e uma das melhores do filme.


As Aventuras de Tintim foi um bom divertimento, um presente para os fãs do curioso repórter belga e um bom agrado para os fãs de Spielberg por vê-lo voltar a ser o bom diretor que era.
Achei que ia estranhar ver em 3D os personagens que eu estava acostumado a ver em 2D, mas ficaram bem legais.




E Spielberg se dedicou tanto ao filme (como bom fã de Tintim) que se permitiu entrar nele:





Sherlock holmes – Jogos das sombras




 A palavra que descreve melhor a franquia Sherlock Holmes é ousadia, desde o primeiro filme em 2009 a franquia veio pra mostrar um Sherlock Holmes diferente do que normalmente estamos acostumados a ver. A proposta do filme é bem interessante, foge o tradicional sem perder a atmosfera das historias e isso é o importante.


 Como era de se esperar Robert Downey Jr. Interpretou muito bem o papel de Sherlock, tendo algumas baixas apenas na personalidade um tanto excêntrica do detetive, Jude Law também não se saiu mal, embora os conflitos de ideias com Sherlock e seus métodos (as vezes nada ortodoxos do detetive) de juntar pistas e solucionar mistérios ficassem meio cansativos, não que tenha sido ruim mas poderia ser mais comedido, pois os diálogos dos personagem apesar de terem ficado bem engraçados, ficaram um tanto monótonos em algum momentos


O vilão do filme chama muita a atenção e na minha opinião foi o único personagem da historia que se manteve quase que fiel ao contos de Sir Arthur Conan Doyle, é claro com algumas ressalvas, que sempre existiram, Jared Harris no papel de professor Moriarty foi uma excelente escolha, teve uma atuação impecável.


 Sherlock Holmes – jogo das sombras foi um filme divertido, porem uma ressalva que faço é para chamar atenção para um ponto, hoje em dia os filmes de ação e aventura tem sido meio que uma matemática pronta e fiel, que você sempre se para pra pensar “eu já vi isso em algum lugar”, um herói que luta por algum objetivo louvável que durante a historia sempre encontra alguma donzela pra ajudar, cenas de ação entusiasmantes, cenas engraçadas do herói (algumas vezes com um(a) parceiro ou com uma donzela em perigo) e o fato que mas me desagrada, mesmo que o herói esteja em uma situação de morte iminente e que não a meios dele sobreviver, ele sempre sairá vivo. O segundo filme da franquia Sherlock Holmes não foge dessa matemática, mas como havia dito antes, apesar deste fato, é um filme interessante e divertido, aconselho com um bom entretenimento.